Transexual acusada de homicídio é absolvida em Pato Branco/PR

Crime ocorreu no Bairro Morumbi. Foto: Arquivo Altair Merlo/Rádio Itapuã

No ano passado, uma transexual de Pato Branco, identificada como Roberta, foi denunciada pelo Ministério Público por homicídio, em que foi vítima Valdecir Missel, conhecido popularmente como “Tatu”. A acusada foi detida poucas horas após o cometimento do crime. A prisão ocorreu em santa Catarina e foi feita pela Polícia Rodoviária Federal. Após mais de um ano do crime, foram ouvidas testemunhas de acusação e de defesa, e a acusada foi absolvida sumariamente no último dia 09 de agosto. Com isso, não precisará passar pelo julgamento no Tribunal do Júri como normalmente ocorre.

O juízo da Comarca de Pato Branco acolheu a tese de que houve legítima defesa por parte da acusada, sendo que o próprio Ministério público mudou de opinião após o decorrer do processo, entendendo a mesma tese defensiva.

A defesa conseguiu comprovar no decorrer do processo que a vítima foi até a casa da acusada com facão em mãos para tentar matá-la, e que ao efetuar os disparos, a transexual não utilizou todas as munições disponíveis e que não possuiu intenção de matar, apenas de se defender. Também foi comprovado que a motivação que teria levado a vítima procurar a acusada, foi por ter “tomado as dores” de outra transexual com quem Valdecir estava se relacionando. A acusada teria se desentendido com essa transexual após ela chegar  na cidade, pois alguns roubos feitos começaram ocorrer e a acusada desconfiava que fosse ela a autora.

A sentença de absolvição foi publicada dia 09 de agosto e o prazo de recurso para a acusação já se encerrou. Atuaram no caso como advogados de defesa, Camila Valduga e o Nathan Casagrande, ambos da cidade de Pato Branco.

Relembre o caso:

No domingo de páscoa, dia 12 de abril de 2020, Valdecir Missel, popular “Tatu” foi morto a tiros. O crime aconteceu na Travessa Dourados, no Bairro Morumbi, por volta das 19h30. A vítima seria dono de uma Casa Noturna em Pato Branco e teria se desentendido com a acusada por conta de algumas contratações que fez para trabalhar no estabelecimento.

Após o crime, a transexual fugiu com uma camionete Captiva e foi presa em Xaxim (SC) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na época, após pagar uma fiança de R$ 10 mil a acusada obteve liberdade provisória.

Com informações de Evandro Artuzzi

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