Ministério Público Federal emite nota sobre conflitos na Reserva Indígena de Mangueirinha/PR

Um conflito registrado na semana passada na Reserva Indígena de Mangueirinha, gerou um clima tenso entre o cacique João Santos e um grupo de indígenas das comunidades da Sede, do Trevo e do Mato Branco, que formaram uma comissão para destituir o cacique e exigir a realização de novas eleições na Reserva.

Os integrantes dessa comissão acusam o cacique de agir com autoritarismo, inclusive transferindo famílias da aldeia, venda de terras da reserva, venda de eucaliptos que estavam próximos da Igreja Católica na comunidade da Sede, sem prestar contas de onde foi investido o dinheiro e depreciação do patrimônio indígena, além de outras acusações. As denúncias foram encaminhadas para a Funai e para o Ministério Público Federal-MPF.

O cacique por sua vez, nega todas as acusações e disse que se mantém no cargo até que a justiça se manifeste tomando uma decisão sobre o caso.

NOTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Nesta segunda feira, dia 24, em resposta aos questionamentos sobre a Terra Indígena de Mangueirinha, o Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR) esclarece que:

Desde que recebeu a notícia da formação de uma comissão na Terra Indígena de Mangueirinha para afastar o cacique e convocar novas eleições, o MPF instaurou um procedimento para acompanhamento.

O MPF/PR, junto com a Funai, tem realizado reuniões e dialogado com todos os envolvidos.

O MPF/PR, em virtude da situação atual de pandemia no novo coronavirus, entende que não é o momento para convocação de eleições para escolha de um novo cacique. Nesse momento em que casos de covid-19 aumentam na região, realizar eleições poderia colocar em risco a saúde da comunidade indígena de Mangueirinha/PR.

Com informações da Nossa FM 

REPÓRTER ALENCAR
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