Força Verde realiza operação em Reserva Indígena de Mangueirinha/PR

Na última semana, uma equipe de fiscalização da 5ª Companhia da Polícia Ambiental do Paraná – Força Verde, esteve na Reserva Indígena de Mangueirinha realizando a Operação Mata Atlântica. A ação se deu devido aos alertas de desmatamentos na área.

Conforme o capitão César Sebastião da Silva, comandante da 5ª Companhia, a operação faz parte de uma série de ações que vem sendo executadas em todo o país, principalmente neste período de maior intensidade das queimadas.

Segundo ele, uma ação de fiscalização de desmatamento na área ocorreu a menos de dois meses, em uma área, razoavelmente, grande. “Nós fomos até a área para verificar essa situação e fizemos o atendimento. Foi identificado esse desmate e feito a documentação necessária para que o Ministério Público tome as providências”, disse.

Recapitulando

Na segunda quinzena de setembro a equipe de Vigilância Ambiental Indígena foi a público, em suas redes sociais, pedindo o auxílio de órgãos oficiais, como o Corpo de Bombeiros e Força Verde, no combate as queimadas ilegais na área.

Conforme um levantamento feito pela equipe indígena, de abril até o começo deste mês já haviam sito desmatados mais de 300 hectares da Reserva Indígena de Mangueirinha. Ainda conforme o levantamento, os incêndios registrados, neste ano, foram maiores do que o em 2019, no mesmo período.

Impactos do desmatamento

Conforme o comandante Silva, o desmatamento causa danos drásticos para o ecossistema local e para todo o bioma da Mata Atlântica. “Com certeza isso deixa um rastro de destruição, como o término da vegetação e do ambiente desses animais. Consequentemente, começamos a ter alguns tipos de problemas, seja da morte de alguns animais, seja em decorrência da perda do seu habitat ou ainda, até animais que começam a aparecer em áreas urbanas, como é o caso de animais peçonhentos e felinos de grande porte.”

Além da aparição de animais em ambiente urbano, as queimadas têm ocasionado também a morte de animais silvestres na região. Pois, ao fugir do fogo, acabam indo para a BR onde são atropelados por veículos.

Com as queimadas e os desmatamentos ilegais, cerca de 12% do total da reserva de Araucárias da Terra Indígena de Mangueirinha, não existe mais. Além da Araucária, árvores de Imbuía, Canela e Bracatinga são as que mais vem, drasticamente, reduzindo suas quantidades na área nativa, como aponta o levantamento feito pela equipe ambiental indígena.

Caça e pesca ilegal

Ao Diário do Sudoeste, no dia 15 de setembro, a equipe de fiscalização ambiental indígena informou a existência de caça e pesca ilegal na reserva.

onforme um dos fiscais, Lorinaldo de Oliveira, pessoas não indígenas tem entrado na Reserva, tanto para caçar animais quanto para pescar no rio Iguaçu. “Queremos que o pessoal do Ibama e da Força Verde atuem junto com nós, nessa situação”, disse Oliveira comentando que, dias antes da entrevista ao Diário, 20 pessoas estavam pescando ilegalmente dentro da reserva.

Informados sobre a situação, o capitão Silva disse não ter chegado até a Força Verde nenhuma denúncia sobre o assunto. Segundo ele, a Companhia só poderá realizar uma operação de investigação sobre a situação, após receber dos indígenas ou da população com conhecimento sobre o fato, uma reclamação formal. A denúncia pode ser feito através do canal direto de denúncias ambientais, 181.

“Geralmente, quando temos a denúncia nós vamos até o local, verificamos se existem indícios de caça ou algum objeto ou apetrecho utilizado pelos caçadores, como por exemplo as armadilhas”, disse o capitão.

Com informações do Diário do Sudoeste 

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