Defesa de policial envolvido na morte de sargento da reserva dos bombeiros emite nota sobre o caso

A defesa do Policial militar envolvido na morte de sargento da reserva dos bombeiros na noite de sexta-feira (23) emitiu uma nota se manifestando sobre o caso. Confira a nota na íntegra: “O Policial Militar envolvido no trágico evento ocorrido na data de 23/07, em que foi a óbito o Sargento da Reserva do Corpo de Bombeiros, juntamente com sua defensora constituída, vem, em nota, manifestar-se da forma como segue: O Policial Militar está lotado no Posto da Polícia Rodoviária de Francisco Beltrão (Água Branca).

Na tarde de sexta-feira (23/07) enquanto tentava deslocar-se para sua residência em outra cidade, já no final da tarde, verificou um problema mecânico em sua motocicleta, o que lhe impossibilitaria de seguir até sua residência. Considerando que tinha um jantar com sua esposa e amigos aqui em Francisco Beltrão, decidiu por contatar um mecânico e aguardar que ela viesse para o compromisso. Dessa forma, ela viria apenas uma vez e depois do jantar retornariam para casa. Assim, realizou compras na farmácia local, e foi até o mercado para fazer um lanche e fazer compras enquanto aguardava a chegada da esposa. Estava realizando suas compras quanto percebeu um tumulto na área dos caixas.

O mercado estava praticamente vazio, com poucos funcionários e na sua maioria mulheres. Percebendo que as pessoas estavam alteradas com as funcionárias, se aproximou para apaziguar a situação. As pessoas estavam algumas sem máscara e constrangendo as funcionárias. Eis que ficou próximo e tentou acalmar os clientes, no caso, a vítima e mais quatro pessoas que lhe acompanhavam (dois homens e duas mulheres).

Foi possível constatar que os clientes estavam muito alterados com forte odor etílico. Um deles, no caso a vítima, começou a investir contra o Policial Militar, que nesse momento desistiu de suas compras e resolveu se retirar do estabelecimento. Não conseguiu pegar a sua motocicleta porque ela estava estacionada próximo do veículo da vítima e seus amigos, e para evitar um confronto, optou em ir para perto da via pública, aguardando assim a chegada de sua esposa. Em determinado momento o Policial Militar foi abordado por uma das mulheres que acompanhavam a vítima, sendo que por ela fora indagado sobre quem era, ainda sendo de certa forma coagido, já que constantemente ela lhe dizia que eram todos advogados e que a vítima era o Sargento Prado do Corpo de Bombeiros. Além disso, aos gritos a vítima dizia ao Policial que “ele cairia morto ali mesmo”.

De forma muito calma o Policial Militar tentou convencê-los a seguir com seus planos para a noite, querendo que eles fossem embora. E ainda mais, acreditando que a vítima havia entrado em seu veículo foi se direcionando para a chegada de sua esposa. Em determinado momento, a vítima surpreendeu o Policial Militar, vindo correndo em sua direção, sacando sua arma de fogo e apontando para ele. Nesse momento dizia que iria mata-lo, apesar do Policial Militar pedir para que parasse.  Descontrolada Defesa de policial envolvido na morte de sargento da reserva dos bombeiros emite nota sobre o caso, a vítima apontou a arma e somente não obteve êxito no disparo porque não destravou sua pistola.

Foi nesse momento em que o Policial Militar efetuou os disparos, repelindo assim a iminente ameaça. O Policial Militar agiu dentro da mais absoluta legalidade. Não buscou qualquer resultado trágico como este. No entanto, não poderia deixar de se defender. Ele possui quase 10 anos de corporação. Está no comportamento excepcional e teve sua conduta pautada dentro daquilo que se exige de um militar treinado para situação de grande tensão como essa. Ele não se identificou como militar e usou a arma particular. Certamente é uma situação bastante lamentável. Mas haverá apuração e não resta dúvidas de que agiu para salvaguardar a própria vida”.

REPÓRTER ALENCAR
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