Amsop cria comitê de crise para resolver impasses com saúde no Sudoeste

Em uma reunião na Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), o presidente e o vice-presidente da entidade, prefeitos Nilson Feversani (Bom Sucesso do Sul) e Cleber Fontana (Francisco Beltrão), respectivamente, em conjunto com o presidente da Comissão de Saúde da Amsop e prefeito de Dois Vizinhos, Luís Carlos Turatto, e demais prefeitos, decidiram criar um comitê de crise para resolver os impasses com o atendimento em saúde nos municípios da região. O comitê de crise deverá ser alocado na sede da Amsop, em Francisco Beltrão, com uma equipe técnica que fará um trabalho em conjunto com as 7ª e 8ª Regionais de Saúde e a Secretaria da Saúde do Paraná. “Esse comitê vai ter presença permanente durante os próximos meses, enquanto durar a pandemia. E vai estar focado, 24 horas por dia, em encontrar soluções para os problemas que os municípios enfrentam na área da Saúde. Visando, assim, uma eficiência maior nas aquisições e contratações”, explicou o vice-presidente da Amsop.

A decisão foi tomada após reclamações de prefeitos sobre a escalada de preços em insumos, medicamentos e oxigênio, bem como, na manutenção dos hospitais municipais, o que já compromete o equilíbrio das finanças em municípios da região.

“Os hospitais municipais estão sendo um pesadelo para muitos prefeitos. As despesas têm sido exorbitantes, e colocam o orçamento dos municípios em situação muito delicada”, afirmou o presidente da Amsop. “Precisamos de um socorro urgente, por parte do Estado, para manter essas estruturas e aliviar as contas dos municípios”, complementou Cleber.

“O FPM (Fundo de Participação dos Municípios) vai ter uma redução de 41% no próximo mês. Já o metro cúbico de oxigênio, por exemplo, aumentou de R$ 4 para R$ 30. Daqui a pouco, Ampére não vai mais ter condições de manter o hospital aberto”, alertou o prefeito Disnei Luquini, que foi respaldado pelo prefeito de Dois Vizinhos: “nosso município repassa R$ 800 mil mensais ao Hospital Pró-Vida. Está ficando uma situação insustentável para a prefeitura”.

Ainda na região, o município de Santa Izabel do Oeste apontou um investimento muito alto para a manutenção do hospital, com um repasse de R$ 500 mil mensais. Já o prefeito de Palmas, Kosmos Nicolaou, que também é médico, ressaltou a dificuldade dos municípios com a contratação de profissionais, como técnicos, enfermeiros e médicos, já que há poucos candidatos para o preenchimento das vagas.

Além da criação do comitê de crise, os prefeitos presentes à reunião referendaram o envio de um ofício ao governador Carlos Massa Ratinho Junior, com sugestões para solucionar a questão orçamentária dos municípios com a Saúde, dentre elas, a antecipação de impostos. E, ainda, o envio de um outro ofício ao secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, solicitando um maior apoio aos municípios para a aquisição de insumos, medicamentos e com um incremento nos repasses financeiros para os hospitais que prestam atendimento aos municípios.

O encontro também contou com as presenças do chefe da 7ª Regional de Saúde (Pato Branco), Anderson Nesello, e a chefe da 8ª Regional de Saúde (Francisco Beltrão), Nádia Zanella. (Fonte/foto: Assessoria Amsop)

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